Ubaíra
Foto: Rafael

| 13.dez.2010 - 02:22h
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Por: Augusto Bello de Souza Filho

A cidade de Ubaíra é cercada por montes e está localizada às margens do Rio Jiquiriçá. Faz parte de um grupo de cidades que se desenvolveram no vale deste rio que nasce na cidade de Maracás a uma distância aproximada de 105 km. As outras cidades que fazem parte do Vale do Jiquiriçá são: Irajuba, Santa Inês, Jiquiriçá, Mutuípe e Laje. O Rio Jiquiriçá é perene, mas nas últimas décadas têm diminuído assustadoramente o seu volume de água. O rio sofre com a poluição de suas águas pelos esgotos residenciais que há anos vem sendo canalizado para o seu leito. Já foi um rio rico em peixes, como a Traíra, o Piau, o Jundiá, a Piaba (Lambari), o Acará, a Tilápia, o Cascudo (Chupa Pedra) entre outros. Hoje a pesca foi praticamente abolida dada a escassez destas espécies.

O município de Ubaíra está distribuído geograficamente em quatro distritos, a saber:Distrito da Baixinha, da Patioba (Jenipapo), de Volta do Rio (Engenheiro Franca) e de Três Braços.

A sua arquitetura é uma mistura do novo com o antigo. Ubaíra é uma cidade centenária, de modo que existem construções do Século dezoito, dezenove e mais recentes. Exemplo, disso, são os seus sobrados, os prédios da Igreja Católica, o prédio da Ceplac, ex-Estação de Trem da Ferrovia Estrada de Ferro de Nazaré, o prédio da Igreja Batista, além de casas comerciais e residenciais.

Suas matas foram devastadas por serrarias. O seu clima mudou. Já não chove como chovia no passado. Os animais silvestres estão limitados a raposas, tamanduás, tatus, pacas, micos, preguiças, preás, teiús, papas-mel e algumas espécies de macacos. Mas, já houveram outras espécies como veados do campo, onças e catitús, que foram extintos da região pela ação predadora e descontrolada do homem que ignorava a necessidade da perpetuação dessas espécies. Os demais animais mencionados, que hoje são encontrados em suas poucas matas, estão aos poucos sendo dizimados pelo avanço do desenvolvimento agropecuário que movimenta o município.

Em sua fauna, encontramos muitos pássaros. Dentre eles os sabiás coca, sabiás bico-de-osso, bem-te-vis, assanhaços coqueiro, periquitos, jandais, cunhubinhas, guriatãs, espanta-boiadas, pardais, azuzinhos e outros. Em extinção se encontram o azulão, o curió, o papa-capim, o coleira, o chorão, o cardeal, o canário-da-terra, o fidalgo, o cabocolino, a lavadeira, o pintacilgo, o cigarro, o sete-cores, a garrincha e o estevão.

Sua flora é rica em plantas medicinais e demais espécies que se encontram no que resta de sua Mata Atlântica e em sua Caatinga. Uma das plantas encontradas em seu municipio foi batizada com o nome de Cryptanthus Ubairensis pertencente a família Bromeliaceae do Gênero Cryptanthus cuja imagem está abaixo. Esta planta é uma raridade em todo o planeta e existe em Ubaíra e em mais uns poucos municípios do Nordeste Brasileiro. Os botânicos afirmam tratar-se de uma espécie rara sobre a terra. O seu registro se acha no Museu Botânico de Nova York. Esta mesma imagem pode ser vista no site: Cryptanthus Society Journal entre outras plantas da mesma família:

Suas terras são ricas e pródigas. O município de Ubaíra se limita com os municípios de Santa Inês, Cravolândia, Teolândia, Jiquiriçá, Mutuípe, Laje, Amargosa e Brejões. Dado o tamanho de sua área e a coincidência do encontro em seu território de dois tipos de região: a de matas e a de caatingas, temos regiões propícias ao cultivo do cacau, do café, de hortifrutigranjeiros, das pecuárias de leite e de corte. Seu município já foi um dos maiores produtores de tabaco da Bahia. Hoje o cultivo desta lavoura em suas terras está bastante reduzida. Pode se dizer que Ubaíra se encaixa na carta que Caminha encaminhou para o Rei de Portugal por ocasião da chegada ao Brasil da esquadra do descobrimento, quando afirmou: - “...em se plantando tudo dá...”. Nos últimos anos a produção de caju tem aumentado. Prova disso é que sua castanha já faz parte da pauta de exportação agrícola do município, juntando-se ao cacau, ao café e a banana. Além destas culturas, quase todas as árvores frutíferas encontram fertilidade nas terras de Ubaíra. Mormente a jaqueira, o cajueiro, a mangueira, a cana-de-açucar e a acerola, entre os que mais são cultivados.

No sub-solo encontramos lençóis de água e minerais já devidamente comprovados como o arsênio, a calcedônia, o caulim e o granito. O granito existente no município foi batizado com o nome de granito: "verde ubaíra".

A Economia de Ubaíra gira em torno da renda de sua atividade agropecuária, principalmente em função da produção de cacau, do café, da banana, da bacia leiteira e da carne bovina.

O seu clima é ameno e úmido. A média de sua temperatura está em torno de 25 º C. Fica a menos que 150 km do Oceano Atlântico no município de Valença. Como se acha próxima do litoral chove em quase todos os meses do ano.

Sua gente é fantástica. Honrada e trabalhadora. Hospitaleira e amiga, alegre e festiva. Diz-se por lá, que se um visitante beber de sua água, não mais tem desejo de ir embora. Foi assim com centenas de imigrantes que chegaram às suas terras e nunca mais a deixaram. É uma questão de amor à primeira vista.

Têm nas festas Juninas o seu forte. Recebe anualmente centenas de visitantes por ocasião do São João. Mas, Ubaíra curte ainda as festas Religiosas e as festas Cívicas com desfiles como ocorre no Sete de Setembro.

O seu futebol é talentoso e respeitado em todo o Vale do Jiquiriçá. Atletas como os irmãos: Laurito e Adilson Ramos; os irmãos: Fernando e Luiz Cohim; Vavá Alicate, os primos: Genilson e Cândido; Zezito, Pampa, Bicão; os irmãos: Belinho, Cito e Solon; Tinga, Oscar, Orlando, os irmãos: Juarez e Jõao, os goleiros: Edinho, Zé irmão de Cândido, Josa, Nagô e Mocó, Coelho, Calhau, os irmãos: Neto e Lula, Luciano de Agabe e muitos outros, jamais são esquecidos nas rodas de resenha do futebol ubairense. Destes, os que mais se destacaram foram: Neto, que chegou a atuar em equipes profissionais do futebol baiano como Bahia e Poções e em uma equipe do futebol Português. Tendo jogado diversos Campeonatos Intermunicipais na Bahia, atuando principalmente pela seleção de Itapetinga. Tinga, que treinou na equipe profissional do Leônico em Salvador. Cito, que treinou entre os profissionais do Jequié e Luciano que treinou no Vitória.

As atividades esportivas no município, não se desenvolvem somente na cidade, mas também nos seus Distritos onde o poder público tem construído quadras esportivas e campos de futebol.

A principal atividade esportiva de Ubaíra é o Campeonato Ubairense de Futebol, onde equipes da cidade e da Zona Rural se enfrentam em dois turnos. Quatro equipes marcaram o futebol ubairense de todos os tempos: O Esporte Clube Vitória de 74, o Guarani Futebol Clube, de 79, o Botafogo Esporte Clube e a Associação Desportiva Incobal, na década de 80. Destes o que se mantém disputando regularmente os campeonatos até o presente é o Botafogo.

Ubaíra tem uma escolinha de futebol patrocinada pelo Bahia, sob a direção do Professor Ari, ex-integrante da Seleção Ubairense de Futebol, que tem feito um ótimo trabalho com os novos talentos cujos frutos já têm despertado interesse das equipes profissionais da Bahia e de outros estados.

Além do futebol de campo, a nova geração tem se dedicado a prática do Vôlei e do Futebol de Salão, tanto masculino como feminino. Tendo se destacado no Futebol de Salão, porque a equipe feminina tem vencido torneios realizados no Vale e a equipe masculina se sagrou Vice-Campeã nos Jogos Abertos da Bahia enfrentando equipes fortes como Jequié, Itabuna, Santo Antonio de Jesus e Salvador.

Ubaíra é a cidade natal de filhos ilustres, honrados e vencedores, que contribuíram e estão contribuindo para a construção desta nação, no exercício de cargos que tem servido a sociedade brasileira, nas áreas de Medicina, Engenharia, Advocacia e Política.

O Jurista e ex-Senador Josaphá Marinho foi o seu expoente maior cujo nome dispensa maiores comentários.

O médico Péricles Almeida Rocha, grande profissional que atuou no sertão da Bahia e em várias cidades de Minas Gerais. Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1936. Nasceu em Ubaíra no ano de 1910. Atuou em Bauru – SP, no Instituto Adolfo Lutz, e como Clínico no SESI. Além de médico, poeta. Escreveu a Obra “Canto do Desenvolvimento”. Escreve para o Jornal “O Lutador” de Minas Gerais e é membro da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leone. É membro da Academia Bauruense de Letras desde a sua fundação. Participou do “Anuário de 1957” editado pela Organização de “Aparício Fernandes” – Rio de Janeiro.

O advogado e político, Euclides Teixeira Neto, nasceu no Distrito de Jenipapo em Ubaíra, em 11 de novembro de 1925. Formou-se em Direito em 1949 pela Faculdade de Direito da UFBA. Instalou-se em Ipiaú, onde foi eleito Prefeito para a gestão 1963-1967 defendendo idéias socialistas. É escritor e Advogado atuante.

Ubaíra nem sempre teve este nome. Ela se chamava Areia até meados do Século passado. Mas, fazendo-se justiça a tribo indígena que em suas terras habitava pôs-se acertadamente o lindo nome de Ubaíra que na língua Tupi-Guarani temos: UBÁ = Canoa e IRA = Mel, assim Ubaíra tem o doce nome que traduzido é “Canoa de Mel”.

Ubaíra, fica a 250 km de Salvador seguindo-se pela BR 101. Se o viajante o desejar, poderá encurtar 100 km seguindo pela BR 101 até Santo Antonio de Jesus e depois seguindo pela Ilha de Itaparica e atravessando 14 km de Mar em Ferry Boite até Salvador.

A BR que corta o Vale do Jiquiriçá liga a Rio Bahia - BR 116 a BR 101 extensão de 124 km, que vai do Entroncamento de Jaguaquara na BR 116 até a BR 101 no município de Laje.

Ubaíra é tudo isso aí e muito mais. Seus atributos maiores é ser hordeira e pacífica.

 
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início 08-06-2013

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